Quanto custa um filho? Conheça alguns gastos

Ter filhos é um projeto da maioria das pessoas. Mas enquanto algumas nem pensam nas despesas que virão com a nova fase, outras fazem planos para enfrentar inevitáveis alterações no orçamento. Os especialistas em economia dizem que despesas com hospital, decoração e enxoval para o nascimento de um bebê podem ficar entre R$ 10 mil e R$ 40 mil.

Mas não podemos esquecer que essa variação depende da diferença de preços de artigos, maternidades e planos de saúde, e das possibilidades e exigências de cada casal. Também é preciso levar em conta as condições de saúde da gestante e da criança que vai nascer. Por isso, além de conhecer a qualidade e o preço de itens importantes, procure saber como outros casais se organizaram para a vinda dos herdeiros.

Uma menina bem esperada

Só depois de dois anos de casados, Marcos, 30, professor, e Carla, 27, jornalista, começaram a pensar na vinda de filhos. Ela conta: "Antes de engravidar, queríamos resolver tudo que pudesse complicar mais tarde. Resolvemos abrir uma poupança, terminamos a decoração da casa, trocamos o carro, liquidamos dívidas". Seis meses depois, Carla estava grávida, fazendo o pré-natal. O plano de saúde (um plano individual padrão fica entre R$190 e R$560) cobriu as consultas mensais, que geralmente vão de R$ 100 a R$ 300, e os exames, que podem chegar a R$ 2 mil.

O bebê ganhou presentes muito práticos dos amigos e colegas dos pais: carrinho (R$300 a R$1.800); bebê-conforto (R$ 100 a R$ 300), banheira (R$ 30 a R$ 199); cadeira de refeições (R$ 129 a R$ 359) e cercadinho (de R$ 99 a R$ 390). A jornalista reconhece: "O pessoal foi maravilhoso! Fizemos uma grande economia na preparação do enxoval".

O plano de saúde também cobriu a internação de Carla (preço de um apartamento entre R$800 e R$ 10 mil reais) e o berçário (R$ 1 mil), mas Marcos pagou despesas consideradas extras, no valor de R$ 300. "Em relação à equipe médica", esclarece a jornalista. "Só o obstetra e o assistente eram credenciados", completa Marcos. Ainda na maternidade, o neném fez o teste obrigatório de tipagem sanguínea (em média, R$ 120). Outro teste obrigatório, o do pezinho, geralmente com o mesmo valor, teve cobertura do plano. "Pagamos R$ 30 a uma enfermeira para fazer a coleta em casa", observa a atenta mamãe.

A decoração e os móveis do quarto de Luana, que tem cinco meses, custaram R$ 2 mil. Nele, além de berço, armário, prateleiras e sofá, fica uma cadeira de balanço que Carla diz não ter preço: "Foi reformada pelo Marcos para a filha". No entanto, algumas despesas de rotina aumentaram no primeiro mês de vida da menina. Uma foi a conta de energia elétrica, pois era tempo de muito calor e o ar-condicionado foi mais usado. A conta da farmácia também cresceu: R$ 300. Carla sabe o motivo: "Eram dois pacotes diários com dez fraldas tamanho recém-nascido, uma lata de leite especial a cada quatro dias, mamadeiras antirrefluxo, remédios e produtos de higiene, além dos suplementos que precisei tomar, pois estava anêmica", detalha.

Nos meses seguintes, com a entrada das papinhas na alimentação de Luana, a redução normal nos produtos de higiene e o grande estoque de fraldas tamanho M - outro presentão dos amigos - essa despesa caiu para R$100. Luana tomou gratuitamente todas as vacinas obrigatórias no posto de vacinação do Hospital Lourenço Jorge, no Rio de Janeiro. E atualmente, saudável e desenvolvida, fica na creche das 9h às 19h, mediante a mensalidade de R$ 500, para o papai e a mamãe trabalharem. Na Zona Sul, o turno integral em uma creche pode saltar para R$ 2 mil por mês.

Leia também: 

Gravidez semana a semana: veja o que ocorre com mãe e bebê

Entendendo seu corpo: período fértil

Especialista esclarece 10 principais dúvidas sobre o ultrassom

As 10 maiores dúvidas sobre ovulação

Categoria:

Leia também:

Facebook Comments Box