O real custo de um filho

Pequenos gastos pesam na decisão de quem anda planejando ter um bebê
por Redação Bebê

O sonho da jornalista Tammy Freitas, de 21 anos, é ter no mínimo três filhos. "Acredito que a família seja um patrimônio. Por isso, quero ter uma família grande, unida e feliz", afirma. E, para isso, ela já colocou no papel os gastos com plano de saúde e babá, além de contabilizar, para o futuro, o que irá ter de despesa com creche e escola. Mas, e os pequenos custos? Fraldas, cremes contra assadura, papinhas, roupinhas e calçados, leite especializado, passeios e lanchinhos no fim da tarde? Quem não se preparou para essas despesas pode levar um susto no fim do mês.

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"Fui pega de surpresa. Nunca imaginei que poderia fechar o mês com um gasto de mais de dois mil reais", relata a advogada Márcia Dias, mãe de Ana Carolina, de cinco anos. "São pequenas despesas diárias: o balé, os passeios no shopping e o cinema no fim de semana, os lanchinhos no 'fast food' da região, os doces que a Ana quer levar para casa, que quando vamos somar levam grande parte da nossa renda", desabafa a advogada. Por isso, os especialistas recomendam: planeje os gastos antes mesmo do nascimento do bebê. "O ideal é os pais terem uma reserva capaz de manter os grandes custos, mas também roupinhas charmosas, decoração de quarto, lembrancinhas e alimentação. Afinal, ter um filho é a realização de um sonho e queremos o melhor para ele", aconselha Suyen Miranda, consultora especialista em saúde financeira e qualidade de vida.

Descobri que todo o fim de semana quando ia ao shopping, gastava em média R$100 com cinema, almoço, lanche da tarde, pipoca e refrigerantes

Pequenas grandes despesas

Depois que os números começaram a crescer no fim do mês, Márcia resolveu listar todos os gastos no papel. "Descobri que todo o fim de semana quando ia ao shopping, gastava em média R$100 com cinema, almoço, lanche da tarde, pipoca e refrigerantes", conta a advogada. E foi justamente aí que ela fez os primeiros cortes. "Comecei a alugar DVDs em casa e fazer pipoca de microondas", diz Márcia, que também reduziu os almoços e jantares no shopping. "Pedir uma pizza em casa pode ser divertido e saudável para o bolso", brinca.

Enquanto o lazer rouba quase R$400 mensais no lar de Márcia (Ana faz balé e natação), na casa da secretária Liliane, de 34 anos, os passeios tiveram que ser adaptados ao orçamento da casa. "Não deixamos de ir a cinemas e playlands, mas também freqüentamos dois parques de nosso bairro que são boas opções de diversão para as crianças (sem pesar no bolso)", afirma a mamãe de Felipe, de quatro anos. E, para Suyen, de fato, nem sempre cortar totalmente os gastos é a solução. "Atividades de lazer, cursos de idiomas e outras despesas, apesar de serem gastos, são um investimento na qualidade de vida e bem-estar, tanto da criança quanto do núcleo familiar. Ou seja, são custos que valem a pena e podem ser calculados antecipadamente, para que não estourem qualquer orçamento", afirma a especialista.

Foi justamente o que Liliane fez no guardarroupa do pequeno: planejou os gastos com antecedência. "Nessa idade, eles perdem tudo muito rápido, então, não saio comprando roupas todo mês. Abasteço o armário no início do inverno e como ele faz aniversário em dezembro ganha bastante roupa de calor", relata a secretária que, também diz não comprar muitos tênis e papetes: apenas dois pares de cada até o pequeno crescer e precisar trocar.

Na casa de Márcia, os artigos de higiene também consomem muito dinheiro. "Meu único consolo é perceber que quando a Ana era menorzinha, os gastos eram ainda maiores", confessa a advogada, que antes de dar à luz recorreu ao chá de bebê. "As fraldas que ganhei, sabonetes, lenços umedecidos e outros me deram um alívio no orçamento por quase um ano", relata. Já Liliane... "Confesso que não economizo muito neste quesito. Não fiz chá de bebê, optei por comprar tudo do meu gosto, pois gosto de produtos de marca boa", diz a secretária, que também não poupou na alimentação do pequeno. "Sempre comprei leite NAN (R$20 a lata) e depois passei para o Ninho", confessa.

Fazer recessão na alimentação, nos produtos de higiene e até no vestuário não é tão sacrificante quanto negar um presentinho ao pequeno. "Gosto de dar lembrancinhas sempre para o Felipe. Toda semana compro algo", diz Liliane, que afirma procurar por coisas baratinhas que não pesem no bolso. Já Márcia sabe bem o custo que essas "lembrancinhas" têm. "Fim de ano é uma loucura, além dos presentes da Ana, ainda tenho despesas com lembrancinhas para professores e coleguinhas mais chegados", afirma a advogada.

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