Menino ou menina? Escolhendo a posição sexual

Se ainda há controvérsias quanto ao tipo de dieta que uma mulher deve levar para [...]
por Redação Bebê

Se ainda há controvérsias quanto ao tipo de dieta que uma mulher deve levar para determinar o sexo do seu filhote, uma coisa é certa: a posição durante o ato sexual influencia no nascimento de um menino ou de uma menina. "Ao ficar por cima durante o sexo, o homem favorece uma penetração profunda, na qual o pênis próximo ao colo do útero facilita a entrada dos espermatozóides mais rápidos (cromossomo Y), determinantes do sexo masculino", explica José Bento. Para se ter uma menina, o parceiro, ao contrário, deve ficar atrás da mulher durante o ato sexual ou ter uma penetração parcial. Assim, os espermatozóides com carga masculina acabam morrendo no caminho e os femininos - mais resistentes - chegam até o óvulo.

Nós, médicos, somos proibidos pelo Conselho Federal de Medicina de selecionar o sexo da criança. Você já imaginou o desequilíbrio que se daria na sociedade se todos os casais quisessem meninos ou meninas?

Mas de nada adianta escolher a posição se o ápice sexual não for controlado. "Se a mulher deseja uma menina, ela não deve ter orgasmo após o homem, pois a secreção alcaliniza a vagina, facilitando a entrada do espermatozóide masculino", explica o especialista. Além disso, sem o orgasmo, a mulher impede que sua contração interna sirva como um agente facilitador para o deslocamento do espermatozóide com carga masculina.

Higiene antes do sexo

"Fazer uma ducha vaginal com vinagre e água morna cerca de duas horas antes da relação aumenta as chances de gravidez de uma menina"! Você já ouviu essa afirmação por aí? Segundo José Bento, ela tem fundamento. "O vinagre aumenta a acidez vaginal favorecendo os cromossomos X. Se a intenção do casal for ter um menino, o recomendado é fazer a mesma ducha com água morna e bicarbonato de sódio. Ao alcalinizar o meio, são os cromossomos Y que têm mais chances de chegar ao óvulo primeiro", argumenta o obstetra.

No entanto, alguns especialistas são contra a prática. "A mulher não deve fazer isso, pois contaminará o ambiente vaginal, prejudicando sua saúde", alerta Eduardo. E ele complementa: "O que ele pode fazer é ficar quietinha durante alguns minutos na cama e colocar uma almofada abaixo do bumbum para facilitar a entrada do líquido seminal e conseqüentemente, a gravidez". José Bento defende que tudo depende da freqüência. "Se a mulher começar a fazer muitas duchas, ela irá alterar a flora, por isso, o recomendado é que se faça no máximo duas vezes por ciclo menstrual. Assim, não há risco de qualquer infecção", frisa.

Descobrindo o sexo do bebê

Depois de muita torcida e tentativas, a gravidez chega e é hora de descobrir o sexo do bebê. No tempo de nossas avós era comum afirmações do tipo "você está esperando um menino, sua barriga é pontuda" ou "você terá uma menina, sua barriga é arredondada". Mas, hoje, está comprovado que tudo não passa de lenda. "O formato da barriga depende da musculatura do abdômen da gestante, se é o primeiro filho, se o bebê se encontra de cabeça para cima ou para baixo e não do sexo do bebê", explica Eduardo. E já existem métodos bem mais precisos para determinação do sexo do bebê.

"A partir da oitava semana de gravidez, com um simples exame de sangue, a mulher já pode saber se está esperando um menino ou uma menina", revela Eduardo. O especialista está se referindo ao exame conhecido como sexagem fetal. "Uma amostra de sangue da mãe é retirada. A celula masculina (Y) tem uma marquinha, então, se ela aparecer, é menino", explica Eduardo. Fora esse, existem os exames tradicionais de sangue, a partir da 15ª semana gestacional e a ultra-sonografia.

Para grande parte dos especialistas, a única forma precisa de determinar o sexo do bebê é através da fertilização in vitro, já que os espermatozóides podem ser previamente selecionados. No entanto, a prática só é permitida com a finalidade de evitar doenças ligadas à cromossomas sexuais, como hemofilia, distrofia muscular, e outras. "Nós, médicos, somos proibidos pelo Conselho Federal de Medicina de selecionar o sexo da criança. Você já imaginou o desequilíbrio que se daria na sociedade se todos os casais quisessem meninos ou meninas?", afirma Eduardo.

Por isso, independentemente do sexo do bebê, o mais importante é aproveitar esse momento único e grandioso que é a gravidez. Menino ou menina, a criança que está chegando ao mundo precisa ser amada e desejada. "A posição durante o ato sexual, a alimentação, se teve ou não orgasmo, tudo isso é folclore da gravidez! O casal pode brincar com esses mitos mas não deve levar isso a sério. As regras gerais são de 50% de chances", relembra Eduardo.

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