A definição clássica de oligodramnio é o volume abaixo de 300 a 400 ml de líquido amniótico, podendo ocorrer em até 5,5% das gestações. A principal causa de oligodramnio é a insuficiência placentária, uma síndrome que pode ser causada por diversos fatores que resulta numa oxigenação e nutrição inadequadas pela placenta, determinando uma restrição do crescimento fetal.
Outros motivos possíveis de oligodramnio seriam, por exemplo, amniorrexe prematura (quando há o "rompimento da bolsa" antes do momento esperado), ou alguma anomalia fetal que dificulte ou mesmo impeça a produção de urina. Alguns medicamentos podem trazer redução do volume de líquido amniótico, como ocorre com os anti-inflamatórios que atuam inibindo as prostaglandinas (mediador químico do organismo humano), determinando uma redução acentuada em até 70% dos casos.
Geralmente, nos quadros de redução do volume, a gestante não possui sintomas muito marcantes. Pode-se notar uma diminuição de movimentação fetal, ou então apresentar uma história de perda de líquido vaginal apenas.
O risco para o feto que habita este ambiente com pouca quantidade de líquido amniótico é grande, podendo levar ao óbito fetal. Estudos mostram que quanto menor a idade gestacional que se desenvolve o oligodramnio, maiores os riscos para o feto, que pode apresentar hipoplasia pulmonar (baixo desenvolvimento do pulmão) e deformidades anatômicas, por exemplo.
A seguir, veja o que acontece quando o volume de líquido amniótico é alto