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Líquido amniótico
Veja as causas e consequências da alteração do líquido amniótico para a gestante e o bebê
Por Cláudio Crispi • 03/02/2010

O líquido amniótico "banha" o concepto (bebê) em toda sua fase de desenvolvimento intrauterino. Ele é de extrema importância para o equilíbrio térmico, proteção do feto contra traumas mecânicos, prevenção de eventos compressivos do cordão umbilical e, ao permitir a movimentação do feto, ajuda no desenvolvimento muscular e esquelético deste. Importante salientar que é rico em substâncias muito importantes para o desenvolvimento de órgãos como intestino e pulmão, além de ser um ambiente estéril ideal para o desenvolvimento do bebê.

Por curiosidade, o líquido amniótico é formado, no início da gestação, pela filtração do sangue materno apenas. Por volta da 20ª semana, o líquido contido no saco gestacional provém, na sua grande maioria, da urina e de secreções pulmonares do feto. Já a reabsorção do líquido amniótico, se faz principalmente pela deglutição e reabsorção intestinal do próprio concepto.

Deste modo entende-se que a produção de líquido amniótico é algo dinâmico, tendo seu volume máximo em torno da 32ª semana e que este é de grande valor para o desenvolvimento fetal adequado. Sendo assim, as alterações no volume do líquido amniótico podem trazer prejuízos para o desenvolvimento do feto, podendo, inclusive, levá-lo ao óbito.

O exame utilizado para avaliação do volume do líquido amniótico é a ultrassonografia, que deve ser realizada durante o pré-natal. Alterações possíveis de ocorrer são: volume menor do que o esperado para idade gestacional, chamado de oligodramnio ou volume maior do que o esperado chamado de polidramnio.

Na próxima página, entenda o que é oligodramnio e suas consequências para o bebê e a gestante





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