Ginecologista explica a gravidez anembrionada

Alteração genética é a causa da não formação do embrião
por Redação Bebê

Fernanda Camargo

Do Bolsa de Bebê

Casar, formar uma família e ficar grávida é o sonho de quase todas as mulheres. Mas e quando isso tudo dá certo, chega o momento de ter o bebê e acontece um imprevisto? Também chamada de gravidez inviável ou sem feto, a gravidez anembrionada atinge algumas mulheres e se torna um período muito difícil para o casal.

O Dr. Domingos Mantelli Borges Filho, ginecologista e obstetra, fala como ela acontece. “É quando forma-se o saco gestacional, mas, por uma alteração genética, não há a formação do embrião, evoluindo a gestação para um abortamento inevitável”, explica. Ele diz que não há uma explicação concreta dessa gestação inviável, mas que acreditam que ela se dá por uma falha genética na divisão celular pela deficiência de alguma enzima ou hormônios substanciais responsáveis nessa fase.

Os sintomas dessa gestação são os mesmos de uma gravidez normal. De acordo com o Dr. Domingos, o teste dá positivo, há o saco gestacional, o beta HCG e a progesterona se elevam, porém a gravidez evoluirá para um aborto inevitável. Ele ainda conta que não há mulheres com uma predisposição maior para tê-la e nem algum tipo de prevenção. Ela pode ocorrer em mulheres de qualquer idade.

Outras mulheres têm a gravidez psicológica, que é totalmente diferente desta, pois a mulher não está de fato grávida. O obstetra explica que “na gestação psicológica não tem nem embrião nem saco gestacional. A mulher cria em sua mente uma gravidez imaginária e seu corpo responde somatizando isso e aumentando o volume abdominal, produzindo leite, entre outros, porém o resultado do teste de gravidez é negativo”. O doutor conta que na gravidez anembrionada, a mulher esta grávida, o teste de gravidez é positivo, porém o embrião não se forma.

O bom é que é possível diagnosticá-la por meio de exames. “Logo nas primeiras semanas de gestação ela pode ser detectada através da ultrassonografia, onde o embrião não é visualizado”, explica o Dr. Domingos. Para o tratamento, algumas mulheres precisam passar por um procedimento chamado curetagem uterina, mais conhecido como raspagem. “Após isso, a mulher deve esperar em torno de quatro meses para tentar uma nova gestação e, se necessário, poderá procurar também suporte psicológico”, recomenda.

O Dr. Domingos conta que a gestação anembrionada não é tão incomum de ocorrer. “Seu tratamento assemelha-se ao de um abortamento, e a mulher não deve ficar preocupada achando que a culpa é dela ou do marido. O casal deve ficar tranquilo para realizar o tratamento e buscar uma nova gestação assim que possível”, indica.

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