Mitos da gravidez

Desvendamos as 15 maiores crenças populares que antecedem o parto
por Redação Bebê

Barriga pontuda é sinal de menino. Desejos não atendidos? O bebê vai nascer com a marca do que foi desejado. Passar embaixo de varal, nem pensar: a criança nascerá com o cordão umbilical amarrado no pescoço. Quando a gente está grávida não faltam superstições e palpites.

Para diferenciar verdades de crendices pedimos ajuda a dois especialistas: ao Luciano Patah, coordenador da equipe de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Sepaco, em São Paulo. E à Patrícia Davidson, especialista em nutrição clínica funcional e sócia-diretora da Nutconsult. Afinal, no que a gente pode acreditar?

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Conheça os 15 mitos mais famosos da gestação. São eles:

1. Grávida não deve praticar sexo nem fazer exame preventivo pelo risco de machucar o bebê.

"Muito pelo contrário, a mulher grávida não pode deixar de fazer o exame. É uma questão de saúde e não há risco de ferir o bebê - ele está envolto na bolsa amniótica", garante Luciano. O mesmo se pode dizer da prática sexual. "Com autorização do obstetra, o sexo pode e deve ser feito na gravidez. Não há nenhuma possibilidade do pênis atingir o bebê", afirma o ginecologista. Vale lembrar que também não há posição sexual adequada. "Elas devem ser escolhidas de acordo com a maior comodidade da mulher", aconselha Luciano Patah, coordenador da equipe de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Sepaco, em São Paulo. Leia mais sobre sexo na gravidez,

2. Comer chocolate durante a gestação provoca cólicas no bebê.

"De fato, o chocolate ingerido pela mãe pode provocar cólicas na criança, mas no recém-nascido e não no feto", esclarece Patrícia Davidson, especialista em nutrição clínica funcional e sócia-diretora da Nutconsult. Ainda assim, seu consumo durante a gestação não é recomendado. "Ele não deve ser consumido à vontade porque é rico em açúcares e gordura - componentes que não são bem-vindos em uma alimentação saudável", adverte a especialista. Durante a amamentação, além do chocolate, a mulher não deve ingerir refrigerantes de cola e café. "São alimentos altamente nocivos ao aparelho digestivo dos pequenos", explica Patrícia. Leia mais sobre alimentação na gravidez.

3. Barriga grande é sinal de bebê alto. E crianças compridas só devem nascer de cesariana.

"Essa correlação entre o tamanho do feto (mais especificamente o tamanho do útero) e o tamanho da barriga existe realmente. Entretanto, em mulheres obesas, essa correlação fica difícil de ser observada", confirma Luciano. Quanto à criança grande ter que vir ao mundo por cesárea, o obstetra desmistifica: "O que determina o parto não é o tamanho do feto, mas a proporção entre ele e a bacia da mulher. Se não houver desproporção nessa relação, o tamanho do bebê não deverá ser o fator determinante do tipo de parto". Leia mais sobre cesária.

4. Durante a gravidez, a gestante deve comer por dois.

"O bebê não precisa da mesma quantidade de nutrientes que a mãe, por isso, não é necessário dobrar a alimentação", explica Patrícia. Segundo a especialista, a grávida precisa apenas de 300 a 500 calorias adicionais em sua dieta: "O ideal é que ela tenha um ganho total de peso, durante a gravidez, de até 12 quilos, salvo situações especiais como obesidade e hipertensão". Além disso, o ganho excessivo de peso é altamente prejudicial à mãe e ao bebê. "O peso exagerado em curto espaço de tempo pode ocasionar, entre outras complicações, diabetes gestacional, aumentando as chances do bebê nascer com peso elevado, de ocorrer hipertensão e até parto prematuro", alerta Patrícia. Veja os hábitos de alimentação vilões da futura mamãe.

5. Durante a gravidez os dentes ficam mais frágeis e tendem a formar cáries.

Está comprovado que costuma haver um aumento na formação de cáries durante a gestação, mas por outros motivos: "Costuma ocorrer porque a mulher tende a comer mais e em horários fora das refeições, esquecendo, muitas vezes, de escovar os dentes logo em seguida", esclarece Luciano. "No entanto, se houver cuidados adequados com a higiene bucal, não haverá problemas", completa o especialista. Veja mais sobre os cuidados que as grávidas devem ter com os dentes.

6. Se a mulher não comer o que tem vontade, o bebê nascerá com uma marca parecida com a comida.

"Não há nenhuma relação entre desejos e marcas nos recém-nascidos. Eles são resultados de necessidades no organismo, como a deficiência de algumas vitaminas, cálcio etc", garante Patrícia. "Portanto, um desejo acentuado de gorduras pode indicar uma deficiência no consumo ou no aproveitamento orgânico da gordura consumida", exemplifica a nutricionista. Leia mais sobre os famosos desejos durante a gravidez.

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