É chegada a hora! > As dolorosas contrações

Antes mesmo da ruptura da bolsa, é muito comum surgirem as contrações. São elas que induzem ao nascimento, impulsionando o bebê pelo canal do parto. "Elas se caracterizam por dores semelhantes às da cólica menstrual. Localizam-se no abdômen inferior e nas costas e são sempre acompanhadas pelo endurecimento do útero", ilustra Clóvis. No entanto, muitas mulheres podem sentir leves contrações sem estarem em trabalho de parto. "Existem contrações normais na gestação que não desencadeiam o trabalho de parto. São as chamadas contrações de Braxton-Hicks", revela Ogeda.

Sangramentos de intensidade leve à moderada são normais. Isso é ocasionado pela dilatação do colo uterino

Para o bebê nascer, no entanto, além das contrações, é preciso que haja dilatação do colo uterino. "Depois de dilatado, ele se abre e as contrações empurram o bebê para o canal do parto, forçando sua saída", explica Ogeda. O ideal é que a dilatação mínima seja de dez centímetros. "Esse geralmente é o diâmetro da cabeça do bebê, mas só é obtida se a gestante tiver contrações eficazes", enfatiza Clóvis. Quando essa dilatação não é alcançada, é preciso que o médico tome certas medidas. "Algumas vezes é necessária a utilização de ocitocina para melhorarmos a intensidade das contrações (indução do trabalho de parto). Em outras ocasiões, podemos utilizar substâncias que irão 'amaciar o colo' e, caso nada dê resultado, resta apenas a realização de uma cesariana", revela o especialista.

Outra característica comum do trabalho de parto é a ocorrência de algum sangramento. Por isso, não se desespere se perceber algumas gotinhas de sangue na calcinha. "Sangramentos de intensidade leve à moderada são normais. Isso é ocasionado pela dilatação do colo uterino", tranqüiliza Ogeda. Porém, se o sangramento ultrapassar o fluxo normal de uma menstruação, é hora de procurar ajuda médica. "Ele pode estar funcionando como uma espécie de alerta para a possibilidade de complicações como o descolamento prematuro de placenta", frisa Clóvis.

Postura e alimentação

Sentada, de pé, caminhando, deitada. Qual a melhor posição na hora do parto? Depois que as dores das contrações chegam pode ser difícil achar uma postura ideal. E, ao contrário do que muita gente pensa, não é preciso deitar – em repouso absoluto – nesse momento. Andar, caminhar ou mesmo sentar durante o trabalho de parto ajuda na evolução desse processo. "Ficar deitada de lado é preferível durante os períodos iniciais do trabalho de parto, dando oportunidade para a paciente repousar. Depois, no final do trabalho de parto, por vezes, é necessária a colocação da paciente sentada para favorecer a descida do feto pelo canal do parto", esclarece Clóvis. Por isso, escolha a posição mais confortável para você.

Quanto à alimentação, é preciso um pouco mais de cautela. Ainda que seja permitido comer e beber durante o trabalho de parto, o ideal é que as refeições sejam leves. Não vá devorar um prato de feijoada para comemorar a chegada do filhote. Muitos especialistas até defendem o jejum. "Durante o trabalho de parto pode surgir a necessidade de realizar uma cesárea de urgência sob anestesia geral. Com o estômago cheio, a gestante – inconsciente – pode vomitar e acabar aspirando tudo para o pulmão, provocando uma grave pneumonia química que pode levar à morte", alerta Clóvis. Já beber pequenas quantidades de líquido está liberado e é até mesmo recomendado!

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