Depois de nove meses de uma alegre espera, a visita ao espelho pode não ser tão feliz assim. Após a gestação, muitas mulheres se deparam com a balança acusando alguns quilos a mais, além de estrias, manchas, flacidez e seios caídos. Mas o que levaria muitas ao desespero, hoje, pode ser resolvido com uma aliada eficaz: a cirurgia plástica. Lipoaspiração, abdominoplastia, mamoplastia e cirurgias íntimas prometem devolver à mamãe o corpinho de antes da gravidez, ou até melhor!
Durante a gestação, as mudanças físicas e emocionais são visíveis - alterações hormonais e cardiovasculares, aumento de peso, distensão do abdômen em virtude do crescimento do útero, variações de humor, aumento das mamas. E nem sempre, após o nascimento do bebê, o corpo da mulher volta ao "normal". Dentre todas as reclamações femininas, três figuram entre as maiores preocupações pós-parto: "As mulheres se queixam do depósito de gordura acumulada durante a gravidez, da flacidez do abdômen e da diminuição e queda da mama", revela o cirurgião plástico José Carlos de Carvalho. No entanto, cirurgias íntimas e de remoção de glândulas mamárias acessórias também estão entre os procedimentos procurados pelas mamães.
Tudo ao seu tempo
Mas antes de sair correndo para agendar a sua plástica, é bom saber que há o momento certo para se submeter a elas. "Esse tipo de cirurgia só deve ser feito seis meses após o parto, quando o organismo da mulher já se restabeleceu e é possível verificar como o corpo ficará. Antes desse data, a cirurgia é um absurdo", esclarece o ginecologista e obstetra Soubhi Kahhale, do Hospital e Maternidade São Luiz. "Já a cirurgia de mama só pode ser realizada três meses após o término da amamentação", acrescenta José Carlos Carvalho. O cirurgião plástico Wandler de Pádua é mais cauteloso e acredita que as cirurgias só devem ser realizadas um ano após o parto. "Antes disso, a mulher deve vivenciar intensamente os primeiros meses de vida da criança. Deve voltar às atividades físicas e fazer uma reeducação alimentar", aconselha o cirurgião.
E se você sonha em se submeter à plástica mas desistiu porque ainda pensa em engravidar novamente, temos uma boa notícia: "A mulher que teve filho, fez correção plástica e engravidou de novo mantém os resultados da cirurgia. Se tiver feito plástica no abdômen, por exemplo, ele irá distender pouco, suportando melhor a gravidez que um abdômen sem cirurgia. Já quem fez reposicionamento da mama ou colocou prótese de silicone, mesmo que ela involua após a amamentação, não terá queda", afirma o cirurgião plástico.
O procedimento ideal
Diante de tantas alterações no corpo durante a gravidez, como encontrar o procedimento mais correto para cada caso? No caso de involução (diminuição) mamária e queda, o procedimento recomendado pelos cirurgiões é a suspensão dos seios através da mamoplastia. Ela pode ser feita com ou sem próteses. Para quem deseja apenas aumentar os seios, a própria gestação pode ser uma solução natural. "Há dois tipos de mamas: as pequenas que crescem e ficam bonitas durante a gravidez, mas involuem e sofrem uma pequena queda depois, e as mamas grandes que amamentam e, mesmo após a amamentação, continuam com um tamanho maior", diz José Carlos. Por isso, o jeito é esperar e ficar na torcida!
Já no abdômen, as alterações mais freqüentes são flacidez e excesso de gordura. Nesses casos, recomenda-se a abdominoplastia e a lipoaspiração, respectivamente. "Em caso de flacidez abdominal, há dois procedimentos: a dermolipectomia, quando o excesso de pele na região é grande, e as mini-plásticas de abdômen, quando a sobra é pequena", explica o especialista. Há ainda um outro caso muito comum entre as gestantes - a flacidez muscular do abdômen. Durante os nove meses de gravidez, os músculos dessa região se afastam da linha média para projeção do útero e podem não voltar mais à posição original. Aí é preciso fazer uma cirurgia de reaproximação desses músculos.
Também muito procuradas, as plásticas genitais "corrigem problemas como excesso de gordura no monte-de-vênus ou nos grandes lábios, pigmentação dos pequenos lábios e da mucosa vaginal, além de esgarçamento do períneo, muito comum em partos normais", como revela José Carlos de Carvalho. E você já ouviu falar em glândulas mamárias acessórias? Algumas mulheres apresentam tecido mamário excedente nas axilas e, após o parto, elas tendem a doer e causar desconforto, pois incham na tentativa de produzir leite. Nesses casos, as pacientes são submetidas a cirurgias para retirada dessas glândulas.
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