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Que calor!
O verão exige cuidados com a pele e a alimentação do bebê. Prepare-se!
Por Luana Martins • 12/11/2008

Calor, sol, mar... férias! Não dá para negar que o verão é uma combinação perfeita. Melhor ainda se podemos desfrutar desse momento ao lado do filhote. Mas a felicidade da estação pode ser dividida com muito suor, brotoejas, micoses, intoxicações e até diarréias se alguns cuidados não forem tomados. Você sabia, por exemplo, que as infecções oculares e de ouvido são mais recorrentes no calor? Nada mais chato do que, depois de tanta espera pelo verão, perder parte das férias com tantas preocupações, não é mesmo? No entanto, atitudes como vestir roupas leves, usar filtro solar e beber muita água ajudam a garantir momentos só de prazer e diversão para você e seu pimpolho nessa estação!

Debaixo da barraca

Sem dúvidas, ele é a figurinha mais aguardada do verão. Além de proporcionar um bonito bronzeado, o sol é essencial para nossa saúde. "Ele é importante para a produção de vitamina D e fundamental para a saúde de nossos ossos", confirma Grant Carvalho Filho, pediatra do Hospital Copa D'Or, no Rio de Janeiro. Mas tanto benefício pode se tornar prejuízo quando a exposição solar ultrapassa os limites do saudável. Se já sentimos e conhecemos bem as conseqüências de um dia inteiro sob o sol, o que dirá a pele frágil do bebê! "A insolação (exposição prolongada aos raios ultravioleta) pode levar a queimaduras na pele, desidratação, mal estar e febre", alerta o pediatra. Por isso, tenha o filtro solar sempre à mão, com FPS acima de 15, e reaplique-o na criança a cada duas horas ou após o banho de mar - mesmo debaixo de guarda-sol! Os raios solares refletidos na areia podem provocar sérias queimaduras em peles sensíveis.

A insolação (exposição prolongada aos raios ultravioleta) pode levar a queimaduras na pele, desidratação, mal estar e febre

Não se esqueça também de respeitar os horários recomendados para o banho de sol. "Em nosso clima, o tempo de exposição aos raios ultravioleta deve ser pequeno, de dez minutos ao dia, e sempre antes das 9h da manhã ou após as três da tarde", aconselha Grant. Além do filtro solar, leve também a barraca (se você for à praia ou piscina), um boné e muito líquido para beber. Fique atenta, ainda, às variações bruscas de temperatura, sobretudo quando o corpo quente do bebê entra em contato com a água fria - que pode ocasionar um choque térmico. Mario Cícero Falcão, pediatra do Hospital das Clínicas e mestre em pediatria neonatal da Universidade de São Paulo (USP), alerta também para o risco de congestões: "Deve-se evitar fazer refeições grandes antes de entrar na água", acrescenta o especialista. O ideal é que a criança só entre na água duas horas após a alimentação.

Prato de verão

Nessa época do ano, o calor faz as crianças suarem mais e, conseqüentemente, a perda de líquidos torna-se maior. Portanto, se eles não forem repostos, o risco de desidratação (perda excessiva de água e sais minerais pelo organismo) é grande. Como o bebê não tem como expressar sua sede, é fundamental que a mãe ofereça líquidos sempre, principalmente nos dias mais quentes ou quando há maior exposição ao sol. Mas lembre-se de que o que importa é a freqüência, e não a quantidade. A mesma dica serve para as mamadas, que devem ser mantidas, estando ou não fora de casa. Água mineral, água de coco, frutas e sucos são boas opções para reidratar o corpo. "Mas os sucos e as frutas devem ser oferecidos só nos intervalos das refeições", aconselha a nutricionista Suzana Machado, da VP Consultoria Nutricional. Urinar poucas vezes, ter boca e olhos secos, sentir-se irritada e com sede são sinais de desidratação. "E ela pode matar", alerta Grant. Para preveni-la, além da ingestão de água, prefira locais arejados e com sombra, roupas leves e uma alimentação equilibrada.

No verão, os alimentos devem ser leves e, de preferência, líquidos. "Os mais indicados são as frutas e seus sucos, lembrando sempre que eles devem ser naturais e sem adição de açúcares", recomenda Suzana. Outra boa opção é a água de coco. "Ela oferece água, minerais e glicose para o bebê, mantendo uma ótima hidratação, além de ter excelente aceitação", garante a especialista. As sopas ricas em hortaliças também contribuem na hidratação, devendo ser oferecidas à temperatura ambiente.

É preciso lembrar, ainda, que o contágio de alimentos por bactérias é muito freqüente nessa estação já que o calor favorece a multiplicação desses microorganismos. Por isso, algumas precauções devem ser tomadas. "A primeira delas é evitar oferecer ao bebê alimentos cuja procedência é desconhecida. A melhor alimentação é a preparada pela mãe, em que são utilizados alimentos frescos e com uma higiene adequada", recomenda Suzana. Deve-se tomar cuidado também com o acondicionamento dos alimentos. O melhor é mantê-los em ambiente refrigerado. Por isso, mamadeiras, frutas e outros alimentos devem estar sempre no isopor! Não se esqueça de verificar a data de validade dos alimentos e, no caso de frutas e vegetais, lave-os bem antes da ingestão. Já a água, deve ser filtrada ou fervida antes do consumo.





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