O próximo dia 11 não será um dia comum. Pelo menos para Renata, Maria, Bianca e Michelle, que vão festejar o primeiro Dia das Mães. Da última comemoração para a deste ano, elas passaram de homenageadoras para também homenageadas. Mas é claro que não foi só isso que mudou. Entre uma troca de fralda e outra, essas novas mamães contam as principais transformações que os filhotes trouxeram em suas vidas.
Que a vida muda depois da chegada de um bebê, isso todo mundo sabe. Mas pouca gente tem noção do quanto se transforma. Noites maldormidas, rotina em função do bebê, falta de vida própria, preocupações... O.K., não só de problemas vivem as mamães. Em contraponto a essa parte, digamos, negativa, há momentos de pura alegria: o nascimento, o desenvolvimento e as conquistas de cada etapa de vida, desde o primeiro sorrisinho, até as descobertas da criança. "Todo mundo fala dos aspectos negativos. Eu não criei expectativas em relação a isso. Paguei para ver. Tudo de ruim que falavam entrava por um ouvido e saía pelo outro. Eu queria viver isso! E está sendo muito bom", revela a administradora de empresas Bianca Góis, 28 anos, mãe do pequeno Tiago, de sete meses.
Entretanto, Bianca reconhece que a vida mudou em muitos aspectos. "Na época da licença-maternidade, você sente falta do convívio com outras pessoas, de assuntos diferentes, essas coisas. Além disso, antes eu dormia oito horas por noite, hoje apenas seis e meia. Durante a semana, as mudanças não são tão significativas, mas no fim de semana, tudo é em função dos horários do Tiago. Vamos à praia muito cedo, para ele almoçar no horário certo, por exemplo. Às vezes, sinto falta de sair para jantar num sábado só com o meu marido e não posso, mas ao mesmo tempo é muito bom estar com meu filho. As coisas se equilibram", afirma.
A administradora admite que a maternidade mexeu com ela em diversos aspectos, principalmente na parte profissional. Segundo Bianca, ela hoje tem pulso mais firme e menos medo. "Hoje eu sou mais forte, independente, madura. Não posso ter insegurança para tomar decisão. Acredito que sou uma mulher mais completa", resume.
Nova rotina
Já a pedagoga Michelle Cardoso, 29 anos, acha que está mais centrada e prefere se arriscar menos. "Me sinto uma pessoa melhor hoje. Tenho me cuidado mais, da minha saúde, afinal meu filho precisa muito de mim", explica.
Porém, nem tudo são flores na vida de Michelle. Ela admite uma certa insegurança em relação ao marido depois de nascimento de Pedro, há três meses. "Ele passa o dia todo fora trabalhando só chega tarde e, como meu bebê é muito pequeno, tenho que dividir minha atenção e meu marido acaba ficando meio de lado", revela, um pouco constrangida.
A pedagoga já se prepara para a correria quando voltar ao batente. Durante os intervalos das aulas, o avô de Pedro vai levar o neto para que Michelle continue amamentando, mesmo no trabalho. E, durante as viagens, o bebê irá com ela. Tudo para não se afastar da criança. "Quando ainda não se tem filhos, é possível traçar metas mais claras, planejar o futuro com mais segurança. Mudar seus projetos. Agora, você tem um bebê que depende de você, não posso ser inconseqüente", pondera Michelle, que engravidou menos de um mês depois do casamento.
A advogada Maria Sanchez, 31 anos, também monta um quebra-cabeças para tentar amamentar, trabalhar, fazer ginástica para recuperar a antiga forma e, no meio disso tudo, dar atenção ao marido. Aliás, este último foi o maior problema que ela teve. "O Gerson sempre foi muito ciumento e carente, precisava de atenção. Ele não soube lidar com a chegada do filho. Ficamos até alguns meses separados, ele vivendo na casa da irmã. Fiquei muito deprimida, mas precisei arrumar forças e tempo para conciliar tudo", desabafa a mãe de Marcelo, dez meses. "O engraçado é que você tem tanta coisa para se ocupar e ainda tem que se deparar com coisas deste tipo".
Maria também admite uma certa apreensão ao voltar ao trabalho. Ela juntou as férias com a licença-maternidade. Foram quase seis meses afastada do escritório e de muitas causas. "Renunciei à minha melhor fase na carreira quando descobri que estava grávida. É uma decisão muito complicada!", diz. Realmente, o retorno ao trabalho foi bem mais difícil que ela imaginava. Os colegas a mantinham à parte nos projetos e não a ajudaram na volta ao batente. A sorte é que, após quatro meses, ela recebeu a notícia que tinha passado em um concurso. "Pedi demissão e comecei do zero. A dificuldade que eu tenho é quando o Marcelo fica doente e eu preciso faltar. Estou há muito pouco tempo no novo trabalho, né? É uma situação delicada", reconhece.
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