Natal, aniversário, dia das crianças... não importa a data, brinquedos geralmente são o melhor presente para os pimpolhos. Brincar é algo essencial na infância, pois é desta maneira que a criança interage com o mundo, adquire conhecimento e se desenvolve em vários aspectos. Por isso, os brinquedos nesta fase passam de simples objetos a verdadeiros amigos de meninos e meninas. Mas, ao contrário do que muitos pensam, não basta ser bonito ou atrativo - o brinquedo precisa ser bom. E definir o que é bom pode ser uma tarefa mais difícil do que se imagina.
Ao contrário do que muitos adultos pensam, o ato de brincar não é apenas um mero passatempo ou distração para a criança. As atividades que envolvem diversão individual ou em grupo ajudam e muito no desenvolvimento físico, mental e emocional infantil. A experiência lúdica deve ser respeitada e incentivada nesta fase, pois é principalmente através dela que as crianças passam a perceber, compreender e interagir com o mundo ao seu redor. "Brincar é a atividade principal da criança, na qual ela começa a lidar com aspectos da vida, com o prazer, com a frustração... é um exercício para a vida adulta", afirma a psicopedagoga Sueli de Abreu, da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). Ela acrescenta que, ao brincar, a criança geralmente reproduz suas relações com as pessoas nos personagens que elas criam para os bonecos, mais uma prova da importância da atividade no seu desenvolvimento.
Não é à toa que psicólogos e pedagogos têm recomendado a ludoterapia para o tratamento de medos, ansiedades e inibições infantis. Este tipo de psicoterapia consiste no uso da brincadeira com o objetivo de facilitar a expressão das crianças e ajudá-las a lidar com seus conflitos e dificuldades.
Todo cuidado é pouco
A importância e a seriedade dessa questão vai além. Segundo a psicopedagoga Sueli de Abreu, ao escolher o presente para a criança, a primeira atitude que se deve tomar é buscar brinquedos adequados para a sua idade. Se não houver conhecimento sobre o assunto, é possível ver na embalagem do produto a indicação da faixa etária, informação que, por lei, os fabricantes devem apresentar. Respeitar a idade é essencial para estimular de maneira correta o desenvolvimento e a criatividade da criança, explorar suas potencialidades, prevenir acidentes e evitar o desencanto dos pequenos diante de um brinquedo "bobo" ou avançado demais para o seu raciocínio.
Além disso, é preciso estar atento ao selo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), que indica se o produto está de acordo com as normas de segurança e saúde. Esta certificação é obrigatória para brinquedos e jogos voltados para crianças e adolescente até 14 anos de idade. Verificar o prazo de validade (se houver), as condições de garantia e informações sobre o fabricante no rótulo também é importante.
Os produtos voltados para crianças precisam ter cantos arredondados e tintas atóxicas para serem seguros e não causarem machucados, alergias e envenenamento. Para os mais novos, a atenção deve ser a mesma com brinquedos que possuem partes muito pequenas, pois estas podem ser engolidas. Recentemente, um caso de recall de brinquedos teve destaque na mídia. Alguns produtos da marca Mattel tinham componentes fabricados com excesso de chumbo na tinta, elemento que é prejudicial à saúde. O fato acabou chamando a atenção de muitos pais para o material que vai parar nas mãos de seus filhos.
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