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Grávida, e agora?
Veja as dores, delícias e surpresas da maternidade inesperada
Por Luana Martins • 12/12/2008

Tudo parecia calmo e tranqüilo até você começar a notar que algo em seu corpo estava diferente. A menstruação não descia há alguns meses e, junto com o exame, veio a notícia inesperada: positivo! Se uma gestação desejada já envolve inúmeras transformações na vida de uma mulher, o que dirá quando ela não é planejada? Brigas de família, preconceito, instabilidade financeira e profissional são muitos dos obstáculos que essas futuras mamães precisarão enfrentar. Isso sem falar no misto de medo, alegria, insegurança e felicidade. Mas quem passou por isso garante: o fim pode ser recompensador!

Acredito que a gravidez acontece quando tem que ser. Então, mesmo que os problemas existam, temos que usar a inteligência emocional para conduzir da melhor maneira aquilo que não pode ser revogado

"Não temos como controlar nossos destinos. Tudo sempre é uma surpresa, agradável ou não! Mas são essas situações que mais nos ensinam sobre o mundo, o outro, e sobre nós mesmos. Por isso, o importante é não ficar tentando controlar tudo. Devemos ser criativas e flexíveis para lidarmos com as surpresas e situações inesperadas que ainda nos aguardam", recomenda Sheila Skitnevsky Finger, psicóloga do Instituto Mãe Pessoa, espaço que oferece orientação psicológica aos pais.

Depois dos 40

A jornalista Nadia Leal Donini, de 47 anos, sabe bem como é ser pega de surpresa pelo destino. Mãe de duas meninas, Larissa, 21 anos, e Marcela, 26, aos 42 anos, ela não esperava descobrir que estava esperando um temporão. "Eu não pretendia ter mais filhos. Quando soube da gravidez do Fernando - já com três meses - fiquei muito assustada e preocupada. Passei a ter medo de recomeçar e de não conseguir acompanhar o crescimento do meu caçula em função da idade", relembra Nadia. Até o maridão levou um susto com a notícia: "Ele achava que estava mais na idade de ser vovô, mas depois ficou super ansioso porque sempre quis ter um menino", conta.

Apesar do susto inicial, ela acredita que a maturidade a fez enfrentar a gravidez inesperada com mais naturalidade. "Não fiquei com aquelas neuras sobre as transformações que meu corpo sofreria. Soltei a barriga e me senti muito bonita. Curti bastante a gravidez porque sabia que seria a última", afirma. Hoje, ela aconselha mamães que estão na mesma situação. "Atualmente, acredito que a gravidez acontece quando tem que ser. Então, mesmo que os problemas existam, temos que usar a inteligência emocional para conduzir da melhor maneira aquilo que não pode ser revogado".

Antes da hora

A maternidade também foi antecipada para a auxiliar administrativa Mary Ellen Tasca, que engravidou de Samara, hoje com quatro anos e sete meses, ainda da adolescência, quando tinha 17 anos. "Foi descuido meu. Sabia todos os métodos para se evitar uma gravidez, mas não me importei com o que iria acontecer depois. Só queria viver aquele momento e sempre achei que uma gravidez não aconteceria comigo", conta. Mas com a notícia vieram as preocupações e angústias. "Era a última coisa que eu queria que tivesse acontecido. Tive a sensação de ter anulado minha vida em função de uma pessoa que não queria. Além do medo de não amar a criança e de saber que daquele dia em diante tudo iria mudar", conta. Seu maior receio era dar a notícia ao pai. "Ao ouvir do enfermeiro que um bebê estava a caminho, um filme de terror passou na minha cabeça. No meu pensamento, logo veio a imagem dos meus pais. Como a única filha mulher de um pai rígido iria contar isso a ele?", relembra Mary.





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