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Escolhendo a maternidade
Não seja pega de surpresa: planeje o local onde seu bebê irá nascer
Por Luana Martins • 18/11/2008

Depois da notícia da gravidez, você era só alegria. Mas com o relógio contando os minutos para seu bebê chegar ao mundo, a tensão e a insegurança começam a bater à sua porta. Nessa altura do campeonato, certamente, você já pensou no enxoval, decorou o quarto do bebê, escolheu a sua primeira roupinha, mas para garantir a segurança do pequeno e a sua tranqüilidade na hora do parto, planeje com antecedência a maternidade onde você dará à luz. Nada poderá faltar nesse dia! E isso inclui conforto, equipamentos de última geração, limpeza e profissionais capacitados.

"A maior realização de uma mulher é ser mãe. O bebê é o bem mais precioso que ela terá em toda a sua vida e o dia de seu nascimento será inesquecível. Por isso, ela não desejaria passar esse dia em um ambiente frio e hostil", afirma Alessandro Danesi, pediatra do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Para não ser pega de surpresa, faça já uma lista de pré-requisitos que a maternidade deve atender. Você quer que seu companheiro participe do nascimento da criança? Pretende ficar em um quarto particular durante o trabalho de parto? Quer alojamento conjunto para você e o bebê? Essas e outras são as primeiras perguntas que você deve responder antes de pesquisar que maternidades se encaixam nos seus desejos.

Uma boa dica é fazer o curso de gestantes oferecido pela maternidade, assim, a mãe conhece parte das pessoas que fazem parte da rotina do hospital

Conselho de amiga

Mas escolher a maternidade não é tarefa fácil. São inúmeros fatores envolvidos: dinheiro, conforto, tecnologia, capacitação profissional e até mesmo simpatia pela equipe. Por isso, antes de tomar a sua decisão, pesquise bastante. Conversar com parentes, amigos e com seu obstetra pode ser o passo inicial. "Ouvir as avaliações sobre as instalações e a equipe da maternidade de quem já teve parto no local e por quem conhece a equipe é válido", diz Danesi. Mas não esqueça que cada caso é um caso e sua amiga pode ter ficado com uma impressão que será diferente da sua. "Além disso, as tecnologias e os materiais estão sempre se atualizando. A maternidade se renova sempre e pode mudar suas instalações e rotinas", acrescenta Jorge Naufal, ginecologista do Hospital e Maternidade Neomater, em São Paulo.

Por isso, depois de ouvir os conselhos, visite o local. Conheça as instalações e a equipe médica. Converse com as mães que estiverem na maternidade e tire suas próprias conclusões. A simpatia com a instituição e com seus profissionais também deve ser levada em consideração. "Hoje em dia, não se aceita mais que o médico seja tecnicamente bom, mas que não tenha valores humanos, carinho e atenção pela paciente", afirma Danesi. "Uma boa dica é fazer o curso de gestantes oferecido pela maternidade, assim, a mãe conhece parte das pessoas que fazem parte da rotina do hospital", aconselha Naufal.

Tecnologia e conforto

Durante a visita, tenha em vista suas prioridades. Mas cuidado para não se deixar seduzir apenas pelas instalações da maternidade. "Muitas pessoas se impressionam quando ela oferece uma estrutura hoteleira complexa, com televisão, lojinha de bebê, serviço de restaurante e café", relata Danesi. No entanto, de nada irá adiantar tanto conforto se a maternidade não apresenta uma estrutura de tecnologia de ponta. É ela que irá proporcionar toda a segurança e proteção a você e seu bebê.

O centro obstétrico deve ser de última geração e estar preparado para situações de emergência. Deve ter equipamentos de monitoramento da mãe e do bebê durante o parto como: oxímetro, cardioscópio e cardiotocógrafo e a presença de um pediatra neonatologista (especialista em recém-nascidos) na sala de cirurgia. "Se o bebê nascer com dificuldades respiratórias ou batimentos cardíacos baixos, é o pediatra que estará apto para realizar os devidos procedimentos em menos de cinco minutos - que é o tempo máximo para não haver seqüelas neurológicas graves", explica Danesi.

A presença de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para a mãe e para o bebê (UTI neonatal) também são imprescindíveis. "Não adianta ter estrutura adequada só para o recém-nascido. Toda maternidade tem que ter uma retaguarda de terapia intensiva para mãe e para a criança em casos de emergência ou parto prematuro", esclarece Danesi. Em casos de gravidez de risco, é interessante, ainda, que a maternidade conte com banco de sangue próprio, banco de leite, laboratório e que realize exames como ultra-som, raio-X e tomografia computadorizada.

O berçário também deve ser visitado e bem avaliado. "Não podem faltar incubadoras, respiradores e aquecimento adequado", aconselha Naufal. O ideal é que também conte com uma equipe multidisciplinar, incluindo, pediatras, enfermeiros e fisioterapeutas. Dependendo da cidade onde você mora, a localização da maternidade pode ser um complicador e por isso também deve ser levada em consideração. "Se a gestante mora em grandes centros, o ideal é que a maternidade fique próxima da residência, assim quando o trabalho de parto começar, ela chegará rapidinho ao local", garante Danesi. Já para o ginecologista Jorge Naufal, o quesito não faz tanta diferença. "Quando a mulher entra em trabalho de parto, as contrações ainda duram de oito a doze horas antes que o bebê nasça".





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