Oferecido por:
  • Crédito: Divulgação
Entrando para a escolinha
A adaptação à escola é um processo delicado para mãe e filho
Por Apprendere • 12/03/2008

Chegou a hora do filhote começar a freqüentar a escola. Todos eufóricos com a compra da roupa, mochila, merendeira, afinal, aquele pingo de gente fica mesmo muito fofo usando uniforme. Tudo vai muito bem até chegar a hora da adaptação. Este mesmo pimpolho de uniforme terá que se integrar a um novo ambiente e aos poucos se acostumar a ficar sem a mãe. Quantas mudanças! Para que a adaptação seja tranqüila, as escolas organizam horários e atividades diferenciados. Mas, adaptação para quem? Para a criança ou para a mãe?

Podemos entender adaptação como o momento em que enfrentamos uma situação nova, quando entramos em contato com algo por vezes já conhecido, mas distante de nosso convívio diário. A escola é um destes importantes momentos e talvez o primeiro na vida da criança e da mãe. É um processo contínuo de mudança, crescimento e amadurecimento, em que a criança e seus pais passam a criar novas relações afetivas, favorecendo a construção de um mundo social mais amplo.

Irá conviver com pessoas que nunca viu antes, num lugar diferente da sua casa, e o pior: com outras crianças de sua faixa etária disputando as mesmas coisas, seja um brinquedo ou a atenção do adulto

A entrada da criança na escola é um momento delicado, recheado de sentimentos diversos, pois ela se depara com uma situação completamente diferente daquela que estava acostumada. Irá conviver com pessoas que nunca viu antes, num lugar diferente da sua casa, e o pior: com outras crianças de sua faixa etária disputando as mesmas coisas, seja um brinquedo ou a atenção do adulto. É natural que cause algum estranhamento inicial. Afinal, deixar de ser o rei ou a rainha de sua casa e, de repente, passar a disputar o reinado com outros, num primeiro momento, pode não ser uma idéia muito legal. O fato é que esta experiência é fundamental para o desenvolvimento do seu filho, para a conquista do seu amadurecimento e autonomia.

Outra questão que marca este momento da adaptação e, sem dúvida, a mais difícil para muitos é a separação da criança de sua mãe. Acostumada a estar sempre ao seu lado, recebendo carinho e cuidados, a criança pode sentir-se insegura com este afastamento e então podem acontecer aqueles chorinhos que cortam o coração. Mas, em geral, a cena é a seguinte: criança chorando de um lado, mãe chorando de outro e a equipe da escola dividindo-se para acolher e acalmar os dois. Isto porque a adaptação é um momento que mexe não somente com os sentimentos da criança, mas também e, em muitos casos, muito mais com os sentimentos da mãe!

Embora entenda a necessidade de matricular seu filho na escola, muitos fantasmas rondam o imaginário das mães e algumas perguntas começam a assombrar: Será que irão cuidar bem do meu filho? Trocar a fralda como eu troco? Será que ele irá comer direitinho? Se não comer, será que irão insistir? Será que vai chorar? E se algum coleguinha mordê-lo, e a professora não reparar? Humm ... será que pensa em mim? Será que sente minha falta? Consegue ficar sem mim? Vai deixar de me amar?????

É natural que a separação do filho cause um certo desconforto e insegurança nos pais, principalmente na mãe que, na maioria das vezes, é responsável por levar o filho pela primeira vez à escola. Essa é geralmente a primeira grande separação, além dos sentimentos que surgem pelo afastamento do filho, estão envolvidos sentimentos revividos pelas separações pelas quais a própria mãe passou ao longo de sua vida, mesmo que tenham sido resolvidas com sucesso, não há como fugir desta experiência emocional. Portanto, é importante lembrar que a separação é um processo que gera sentimento que precisam ser entendidos, discutidos e superados gradativamente.

Quanto ao medo de perder ou ver "diminuído" o amor de seu filho por você - relaxe - este amor tem espaço garantido. O importante é escolher bem a escola e matricular seu filhote onde confie nos profissionais que irão acompanhar e cuidar dele. Então, enfrente o momento da adaptação com calma, passando tranqüilidade e sobretudo confiança para seu pequeno, pois a separação materna dependerá muito da atitude emocional da mãe.

Márcia Mattos é psicopedagoga e pedagoga do Apprendere Espaço Psicopedagógico



Apprendere é uma clínica que reúne psicopedagogas, psicólogas e psicanalistas com experiência no atendimento a crianças, adolescentes e adultos, além de desenvolver pesquisas focando o desenvolvimento do sujeito no campo da saúde mental e educação.  Leia mais deste autor.




Os últimos comentários
         




Colunistas



veja mais

  • Vitrine



XML Assine nosso RSS

Bolsa de Mulher ©2000/2009 Direitos reservados |    Fale com o bolsa: producao.2009@bolsademulher.com
Denuncie conteúdo ilegal em nossa comunidade:




Conheça as empresas Ideiasnet: Officer | Padtec | Softcorp | Automatos | Spring Wireless | iLogística | Pini
iMusica | Bolsa de Mulher | NetMovies | TrinnPhone | Braspag | BrANDS | Visionnaire | Zura