• Crédito: Divulgação
A importância do diálogo
No diálogo entre pais e filhos deve haver espaço para ouvir e opinar
Por Apprendere • 01/11/2009

Educar não é tarefa fácil, mas também não é impossível. É natural os pais idealizarem um filho inteligente, autônomo, responsável, bem-sucedido e que tenha uma relação de amizade e respeito com eles, contudo é pura ilusão acreditar que tudo isso pode acontecer sem nenhum conflito. Se os conflitos são inevitáveis, um caminho viável para solucioná-los e construir uma relação saudável com os filhos é um bom diálogo!

Décadas atrás, a tarefa de educar era simplificada pela existência de regras inflexíveis e inquestionáveis como: "Criança tem que obedecer calada", "Criança não dá palpite", "Criança não se mete em assunto de adulto". De fato, pode ser mais fácil impor que abrir espaço para conversa, uma vez que pode gerar confusão. Porém, se o objetivo é a formação de pessoas críticas e autônomas, entendemos que a educação passa imprescindivelmente pelo diálogo e não por imposições de normas e regras.

Há também quem acredite que dialogar é convencer o outro. Aí, pais ou filhos gastam uma série de argumentos querendo que o outro apenas aceite, sem discutir

É importante que os pais reconheçam a educação e os conflitos familiares como algo que requer sabedoria, dedicação e amor. Os relacionamentos saudáveis não acontecem de forma mágica. É necessário respeito mútuo e reconhecer que as pessoas são únicas e diferentes. Neste sentido, através do diálogo, trocando idéias e tentando compreender como seu filho pensa e sente a respeito das situações é possível intervir e educar com valores.

No entanto, o termo "dialogar" muitas vezes é mal compreendido, o que acaba por gerar novos conflitos. Diálogo prescinde muito mais que falar e ouvir, uma vez que um ouve o outro, mas cada qual interpreta as situações de maneiras diferentes, pois as visões de mundo são distintas. O diálogo exige que cada um se disponha a entender o ponto de vista de quem está falando, ainda que seja diferente do seu, o que não é um exercício fácil, mas deve ser praticado com freqüência.

Muitos pais e filhos distorcem o verdadeiro sentido do diálogo e por isso acabam tornando este momento um fardo, provocando, muitas vezes, ainda mais problemas. Por exemplo, é comum confundir diálogo com imposição de opinião. Assim, os pais chamam o filho para conversa e passam horas discursando a respeito de suas ideias e valores. No fim perguntam ao filho: "Entendeu?", cabendo a este apenas o direito a respeitar. Pois se a resposta for negativa provoca a repetição de todo discurso outra vez.

Há também quem acredite que dialogar é convencer o outro. Aí, pais ou filhos gastam uma série de argumentos querendo que o outro apenas aceite, sem discutir. Enfim, em nenhuma destas situações houve diálogo. É preciso que se ouça a opinião do outro e a respeite. Se as duas partes se dispuserem a ouvir e expor seus argumentos, é possível se chegar a um acordo.

A família que oferece espaço para o diálogo estreita suas relações afetivas e reforça a confiança entre pais e filhos, na medida em que se conhecem e se respeitam cada vez mais. Através deste importante espaço de interação é possível provocar mudanças de sentimentos e comportamentos tanto nos pais quanto nos filhos, assim como a construção de um caminho de educação para a autonomia, entendendo que não se deve educar o filho para ser como você, mas para baseado nos seus princípios, ser ele mesmo!

Leia também:

- A profissão do filho - O que seu filho vai ser? A orientação é sua, mas a escolha é dele.

- Filhos: indivíduos diferentes - Na equação da educação dos filhos, o resultado nunca é igual.

- Identificação ou genética? - Nem só a genética define as características e traços de personalidade.



Apprendere é uma clínica que reúne psicopedagogas, psicólogas e psicanalistas com experiência no atendimento a crianças, adolescentes e adultos, além de desenvolver pesquisas focando o desenvolvimento do sujeito no campo da saúde mental e educação. 




Os últimos comentários
         



Oferecido por:


Colunistas



veja mais