Bullying na escola

Pais e professores devem estar atentos e perceber quando a brincadeira se transforma em problema
por Mariana Bueno

Mariana Bueno

Do Bolsa de Bebê

É normal que as crianças impliquem uma com as outras, se deem apelidos e briguem de vez em quando. Na escola isso acontece com frequência e nem sempre é fácil identificar quando se transforma em um problema, o chamado bullying.

Leia também:

Tipos de bullying

Meu filho é mandão. O que eu faço?

Como lidar com a timidez dos filhos

“É preciso que pais e professores estejam atentos para que percebam quando brincadeiras sadias, que ocorrem de forma natural e espontânea entre os alunos, se tornam verdadeiros atos de violência e perversidade, quando apenas alguns se divertem à custa de outros que sofrem”, afirma a pedagoga Fabiana Falcone, coordenadora pedagógica do colégio Fadelito, em São Paulo.

Crianças que são diferentes de outras – baixas ou altas demais, magrinhas ou gordinhas, tímidas, nerds, por exemplo – sofrem mais com este tipo de situação. No entanto, a prática do bullying não começa na escola nem é mais frequente no ambiente escolar. “Acredito que as crianças que têm esse tipo de comportamento já trazem de casa e, muitas vezes, os próprios pais estimulam ou praticam esse comportamento”, alerta. Por isso é importante que familiares e professores façam um trabalho com as crianças sobre as diferenças que existem entre elas.

Como saber se meu filho sofre bullying

De acordo com a pedagoga, quando a criança está sendo vítima de bullying ela muda seu comportamento de diferentes maneiras. “Pode tornar-se retraída, ou agressiva e descontrolada. É importante que os adultos que convivem com a criança estejam bem atentos a qualquer mudança no comportamento para conversar com ela e detectar o que aconteceu”, diz.

Sempre que perceberem que houve uma mudança de comportamento ou que a própria criança relatá-los, os pais devem procurar a escola, para que em conjunto possam solucionar o problema. “A escola deve fazer uma sondagem de todo relato, verificando os fatos com os envolvidos e, o mais importante, solucionar o problema abordando os assuntos em sala de aula e utilizando os mais diferentes recursos que retratem essa diversidade a fim de encontrar uma solução”, finaliza.

Categoria:

Leia também: