Foi-se o tempo em que as meninas vestiam apenas roupas com babadinhos e lacinhos e os meninos estampas de heróis de desenhos animados. Hoje em dia, é cada vez mais comum encontrarmos crianças desfilando roupinhas de grife, seguindo a moda.
De olho no mercado infantil, que não para de crescer, marcas que eram exclusivas de adultos criaram linhas para os pequenos. No Brasil, a Maria Bonita Extra lançou a Maria Bonitinha; a Fit, a Fit Nina, enquanto a Le Lis Blanc criou recentemente a Le Lis Petit. Até a badalada Daslu aderiu, abrindo a Daslu Bebê, oferecendo artigos de grifes internacionais aos pimpolhos.
Lá fora não é diferente. Em breve, a atriz Katie Holmes promete lançar a sua grife (em parceria com sua stylist Jeanne Yang), chamada Holmes & Yang, que terá roupas para mulheres e crianças, estas inspiradas, é claro, na sua filha com o ator Tom Cruise, Suri Cruise.
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Estilo próprio
Mas até que ponto o gosto dos pais pode influenciar o estilo dos filhos? Vale deixar a criança usar a mesma roupa por três dias seguidos? Qual o momento ideal para deixar a criança impor a sua vontade?
Fabiana Cruz, 30 anos, mãe de Vitor Inácio, de 1 ano e 5 meses, adora ver o filhote com roupinhas "adultas": "Gosto de vesti-lo com estilo mini-homem, com marcas como Carter's, Green, Tommy Hilfiger, Chicco e Tigor, pois elas resistem mais tempo bonitas". A engenheira civil diz que o marido também curte ver o filho "homenzinho", mas não tem paciência para acompanhá-la nas compras. O guarda-roupa do menino é renovado em média a cada três meses. "Nessa fase o crescimento é rápido", justifica.
Tatiane Muniz, 30 anos, é outra que gosta de ver seu rebento seguindo a moda. Com um menino de seis meses, é adepta de roupas "descoladas" e acredita que essa é uma tendência atual: "Tenho notado que as mães da minha geração estão mais preocupadas com o bem estar de seus filhos, o que também se reflete em vesti-los bem". Para ela, é válido comprar marcas de qualidade que criem peças voltadas para o conforto da criança e que tragam algum valor agregado, seja no design ou no material.
Tatiane gosta de roupinhas nos estilos "bebezinho", "temático" e "homenzinho": "Ele tem um macacão marrom de pelinhos e orelhinhas que o deixa igual a um ursinho, além de roupas mais "homenzinho", que o deixam a cara do pai". Ela conta que o marido arrisca palpites. "Ele diz que homem não precisa ter muita roupa e nem frescura para se vestir. Acabo comprando as roupas do nosso filho influenciada pelo jeito que o meu marido se veste", revela.