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Cadeirinhas infantis
Garanta proteção e tranqüilidade na hora do passeio de carro
Por Luana Martins • 24/12/2008

Não restam dúvidas de que a hora do passeio é um momento muito gostoso. O pimpolho se diverte vendo paisagens novas, cantando as musiquinhas que tocam no rádio, mas se alguns quesitos de segurança não forem observados, o que era para ser um dia de alegria pode acabar não terminando nada feliz.

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, os acidentes de carro são a terceira causa de mortes entre crianças de 0 a 9 anos, respondendo por 40% dos óbitos (cerca de duas mil e trezentas mortes) nessa faixa etária por ano. "Os números são mesmo alarmantes. O trânsito é responsável por mortes e mutilações seja via atropelamento, colisões por excesso de velocidade, uso de álcool ao volante, imprudência ou despreparo na direção", revela Marccelo Pereyra, consultor da Abetran (Associação Brasileira de Educação de Trânsito) para projetos de educação e segurança no trânsito.

E, ao contrário do que muita gente pensa, não é preciso muita velocidade para um acidente automobilístico terminar em grande estrago. Em um choque a 50km/h, por exemplo, uma criança de até 25 quilos pode sofrer danos comparáveis a uma queda do terceiro andar de um prédio. Mas um simples dispositivo - as cadeirinhas infantis - podem reduzir essas estatísticas em até 70%, trazendo proteção às crianças e tranqüilidade ao condutor. "Elas agem desacelerando o corpo do pequeno e distribuindo a força do impacto, em caso de colisões ou frenagens", explica Alessandra François, coordenadora do Programa de Formação de Mobilizadores da ONG Criança Segura, no Paraná.

No entanto, mesmo sabendo dos riscos, são visíveis os casos de pais que não cumprem as medidas de segurança. "Além do desconhecimento dos efeitos de uma colisão, mesmo a pequenas velocidades, ter um filho nos braços pode passar a um adulto a falsa sensação de que ele será capaz de se assegurar e proteger aquela criança de qualquer risco", argumenta o consultor.

Se por um lado muitos condutores relegam o uso do equipamento, outros o utilizam, mas de forma incorreta, agravando o problema. "São freqüentes os casos de pais que prendem a criança na cadeirinha com o cinto de segurança do veículo. Assim, o dispositivo pode até ficar firme no banco do carro mas a criança que está dentro da cadeirinha fica totalmente solta", alerta Marccelo. Por isso, a escolha do equipamento e a leitura de seu manual é de extrema importância.




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