Férias chegando, o sol batendo forte na janela e nada melhor do que sair para passear. Mas se antes eram só você e o maridão na estrada, hoje, um serzinho pequeno e frágil irá compartilhar esse momento com vocês. Se viajar já era um processo que tinha que ser bem planejado a dois, agora existe um ótimo motivo para organizar - e muito bem - a viagem. Levar um bebê como companheiro de aventuras requer cuidados especiais: em meio a mamadeiras, fraldas, papinhas e muito choro, o casal vai precisar de uma dose extra de paciência, cautela no trânsito e muita, muita criatividade para espantar o tédio do pequeno!
Ainda que não haja uma idade certa para se começar a fazer viagens com uma criança, os especialistas recomendam que elas sejam evitadas quando seu pequeno ainda é um recém-nascido. "Como a imunidade deles é muito baixa, ao entrar em contato com muitas pessoas diferentes, podem acabar adoecendo", alerta Adriana Barbosa, pediatra do Hospital e Maternidade São Camilo, em São Paulo. Depois do primeiro mês de vida, a decisão dos pais por viajar ou não irá depender da capacidade de adaptação da criança. "A saída da rotina, o ambiente diferente e o tempo de viagem trazem grandes mudanças e a criança precisa se acostumar bem a elas", afirma a especialista. Mas qual o melhor destino a escolher?
Pit stop
Se para nós, longas viagens já são cansativas, imagine para o bebê que não esta acostumado a elas? Por isso, os especialistas recomendam que os primeiros passeios sejam feitos a pequenas distâncias. "As crianças tendem a ficar impacientes quando permanecem muito tempo sentadas. Se não for possível evitar longas viagens, ao menos, faça pausas durante o percurso: para a alimentação, para ir ao banheiro, para descansar. Durante a soneca do pequeno, aproveite para seguir a viagem por mais tempo", recomenda Adriana. E com um pouco de criatividade, o "pit stop" pode até virar uma atração! "Quando a criança é maiorzinha, parar no caminho pode até ser divertido. Basta escolher um local onde haja uma vista bonita", sugere Ary Lopes Cardoso, pediatra nutrólogo e chefe de nutrologia do Instituto da Criança da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo.
E por falar em "pit stop", aproveite esse momento para dar atenção à alimentação. A hora da refeição é sagrada e deve ser respeitada até mesmo fora de casa. "Assim como o adulto, a criança se acostuma com as refeições em determinados horários. Quando a rotina foge do habitual, ela pode se irritar, atrapalhando o passeio", explica Adriana. Por isso, "os jejuns prolongados devem ser evitados. O intuito da viagem é ser prazerosa", acrescenta o nutrólogo.
Tente manter a rotina
Se não for possível manter a rotina de horário das refeições, pelo menos saiba escolher bem os alimentos que irá oferecer ao pimpolho. "Nada de ficar dando balas e bolachas. A qualidade precisa ser mantida, isto é, se é hora do almoço, é almoço. Se é lanche, é lanche", frisa Ary. Quando o neném ainda está sendo amamentado, só a presença da mãe é suficiente. Mas, se ele já está comendo outras coisas, não se esqueça de levar uma bolsa com papinhas salgadas e de frutas, sucos, água mineral e evite oferecer alimentos pesados e de difícil digestão. "Refrigerantes, balas e chocolates devem ser evitados", aconselha Ary.
A hidratação também é de extrema importância, sobretudo, em dias quentes e viagens longas. "Água mineral, chá fresco e água de coco são boas opções. Refrigerantes e sucos doces é que devem ser evitados, pois facilitam o enjôo", revela o nutrólogo. "E, se for comprar algo na rua, lembre-se de verificar a qualidade, tanto da comida como da higiene local", acrescenta o especialista.
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