Relactação > É preciso persistência

Segundo a Drª Maria José Mattar, membro do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade de [...]
por Anônimo (não verificado)

Segundo a Drª Maria José Mattar, membro do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo, isso acontece por falta de profissionais especializados. Uma boa alternativa é buscar informações nos Bancos de Leite Humano. "No Brasil, os BLH funcionam também como Centro de Lactação apoiando, promovendo e proteção à amamentação. Profissionais capacitados ensinam a técnica e ajudam às mulheres com dificuldades para amamentar", diz a médica. Para localizar uma das 196 unidades do país, a especialista dá a dica: "Qualquer pessoa poderá acessar o portal www.redeblh.fiocruz.br localizar, por estado, o BLH mais próximo de sua casa".

E vamos combinar: não conseguir amamentar deixa as mamães, principalmente as de primeira viagem, um bocado decepcionadas. "O que me deixa triste é não ter sido apresentada à relactação desde o começo, pois tenho certeza que se tivesse dado o complemento usando a técnica até hoje não teria entrado com a mamadeira. Porém, não adianta chorar o leite derramado. Tento fazer o que dá para que isso também não vire um tormento", observa Daniele.

O método é tão abrangente que pode ser usado até por mães adotivas, para estreitar os laços com o bebê. "Através da lactação adotiva induzida é possível produzir leite. Basta a mãe usar um medicamento lactogogo que induz a produção do hormônio prolactina. O bebê suga o peito para estimulação e produção do leite e, ao mesmo tempo, recebe o alimento pela sonda", explica a Drª Maria José.

Especialistas garantem que, com a utilização correta da técnica, em uma semana a produção de leite dá uma guinada. Mas o bebê precisa colaborar. Ele pode chorar, empurrar o peito... As mamães devem ser pacientes e persistentes. "A Pietra quase não pega o peito porque está viciada na mamadeira. Os dias passam e eu insisto na relactação, mas ela chora tanto que só a mamadeira resolve", diz Daniele. A doula Priscila Cavalcanti alerta que ter o desejo de amamentar é fundamental, já que não se trata de um processo rápido nem fácil. "Exige dedicação", diz.

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