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Por Redação • 19/05/2010

Exames sorológicos:

Rubéola: é uma doença viral muito comum e não causa maiores complicações fora da gravidez. Se a mulher é contaminada durante a gravidez, a coisa muda e a rubéola passa a ser muito perigosa. Ela pode causar problemas sérios no futuro bebê, como cegueira, surdez e outras má formações, caracterizando a Síndrome da Rubéola Congênita. E pensar que uma simples vacina contra a rubéola (a tríplice viral) pode acabar com esse problema.

Por isso, mulheres que não têm imunidade contra a rubéola, vista no exame de sangue, devem ser vacinadas, no mínimo, um mês antes de engravidar. Aquelas que foram vacinadas ou tiveram a doença e apresentam anticorpos no sangue para rubéola (fração IGG) são consideradas imunes e, portanto, sem riscos de transmissão.

Citomegalovírus: é um vírus da família do herpes e os sintomas da infecção são variáveis, podendo até mesmo passar desapercebido. Na fase aguda, pode aparecer febre, dor de garganta, aumento dos gânglios do corpo, do baço e do fígado. Se a mulher pega essa infecção grávida, existe chance de passar para o bebê e causar problemas.

A infecção por citomegalovírus na gestação é a principal causa de retardo mental nas crianças. Infelizmente não existe um tratamento para cura e nem vacinas para evitar a contaminação. As mulheres que nunca tiveram contato com esse vírus são as que devem ter mais cuidado, pois não têm imunidade.

Toxoplasmose: causada por um protozoário chamado toxoplasma gondii é uma doença transmitida através do contato com fezes de animais (principalmente os gatos) e da ingestão de carne crua contaminada. Se a mulher é contaminada durante a gravidez também pode trazer sérias complicações para o futuro bebê, apesar de existir tratamento para diminuir essa chance.

Essa doença é facilmente detectada através do exame de sangue. Mulheres que têm os anticorpos no sangue (fração IGG) não precisam se preocupar, pois estão imunes. Aquelas que não têm anticorpos devem lavar sempre muito bem as mãos, evitar manipular fezes de animais e mexer com terra, além de ficar bem longe dos sushis, sashimis, carpaccio, quibe cru e outras iguarias cruas.

Hepatite B: saber se a mulher é imune ou não a hepatite B é fácil. Basta dosar os anticorpos no sangue. As que estão protegidas não precisam se preocupar, pois não há risco de transmissão. As mulheres que não têm anticorpos da hepatite B no sangue devem ser vacinadas, preferencialmente antes de engravidar. Não há registros de que o vírus da hepatite B cause má formação nos fetos, mas ele pode ser transmitido ao bebê na hora do parto, caso a mãe seja portadora do vírus. Nesse caso, depois de nascer, o bebê é vacinado e recebe a imunoglobulina da hepatite B, que funciona como um "antídoto" contra o vírus.

Sífilis: é uma doença sexualmente transmissível e pode ter importantes repercussões para a saúde da mãe e do bebê. O tratamento é bem simples, à base de antibióticos e quando diagnosticada e tratada corretamente antes da gravidez, os riscos de transmissão são eliminados, a não ser que a mulher seja novamente infectada.

Se a mulher engravida com a doença ou é contaminada durante a gravidez, existem grande riscos de abortamento espontâneo e óbito intra-uterino. Por atravessar a placenta e contaminar o bebê, a sífilis também pode causar diversas má formações, a chamada sífilis congênita que é considerada um grave problema de saúde pública.

HIV: é o vírus causador da AIDS. A mulher que é portadora do HIV pode transmitir o vírus para o bebê durante a gravidez, parto e amamentação. Por isso esse exame é tão importante, não somente no pré-concepcional, como também durante o pré-natal. Quanto mais cedo se descobrir o problema, maiores são as chances de um tratamento eficaz. Hoje, com os medicamentos utilizados para prevenir a transmissão vertical (da mãe para o bebê) é possível reduzir as chances de contaminação para menos de 3%.

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Redação  



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