Inicialmente, devemos nos despir dos estigmas de que o ginecologista é apenas o médico responsável pelo exame dos órgãos genitais da mulher. Isto porque o exame ginecológico consiste em uma avaliação global, levando em consideração aspectos educacionais, sociais, econômicos, familiares, emocionais, além dos aspectos físicos que, obviamente, incluem a anatomia pélvica.
Deste modo, o ginecologista é um especialista diferenciado, pois também trabalha com a chamada medicina preventiva, na qual as pacientes não apresentam queixas clínicas, ou seja, são assintomáticas, mas procuram o atendimento médico para preservar sua saúde. Fato que, na verdade, consiste em um grande privilégio para a área ginecológica, já que a medicina preventiva ajuda muito a reduzir a morbidade e mortalidade das doenças.
Como anda sua saúde? Faça o teste! Toda mulher, ao buscar o ginecologista, deve ser avaliada como um todo, principalmente nos casos em que o profissional é o médico primário desta paciente, cabendo a ele uma avaliação de todo o organismo feminino. Assim, mesmo que a ida ao consultório médico objetive uma avaliação de rotina ginecológica é necessário um estudo geral da paciente, porque muitas doenças, até de outros sistemas do corpo humano, afetam ou são afetadas por patologias ginecológicas. Além disso, não podemos deixar de levar em conta que o exame genital, nem sempre, é a forma mais importante de diagnóstico.
O exame ginecológico "básico" consiste na anamnese, uma entrevista inicial com a paciente; no exame físico geral e no especial, que é uma avaliação das mamas, abdome, genitália externa e interna (exame especular). E, em certos casos, são necessários exames complementares.
Na ginecologia existem sinais e sintomas que sempre devem ser pesquisados pelo médico, como dores, sangramentos, corrimentos e tumores. Sem esquecer a revisão dos aparelhos e sistemas mamário, gastrointestinal e urinário
Quando falamos de pacientes saudáveis e sem queixas clínicas, não existe idade exata para o primeiro exame "básico" ginecológico, por isso elas devem procurar o ginecologista assim que pensarem iniciar a vida sexual ou tiverem alguma dúvida com relação à puberdade e às mudanças físico-emocionais que estão envolvidas.
Já em caso de queixas, as mais comuns em mulheres jovens são irregularidade menstrual, corrimentos, sangramentos ou amenorréia primária (menina que nunca menstruou até a idade de 13-14 anos sem o desenvolvimento de outros caracteres sexuais femininos ou com desenvolvimento sexual secundário até os 15-16 anos).
Mesmo no caso da paciente não relatar alguma queixa específica, na ginecologia existem sinais e sintomas que sempre devem ser pesquisados pelo médico, como dores, sangramentos, corrimentos e tumores (surgimento de massa palpável). Sem esquecer a revisão dos aparelhos e sistemas mamário, gastrointestinal e urinário.
Tanto a investigação inicial quanto as outras medidas de investigação e prevenção, devem ser utilizadas de acordo com a idade e alguns fatores de risco da paciente. Aquelas com idade mais avançada, geralmente, merecem maior atenção, já que o risco para o desenvolvimento de câncer aumenta com a idade. E, em casos de baixas concentrações hormonais, como no climatério (perimenopausa), por exemplo, advêm conseqüências em diversos órgãos e sistemas humanos.