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Campo X cidade
Qual o melhor lugar para viver, criar e educar os filhos?
Por Luana Martins • 24/06/2009

Você largaria a vida pacata de uma pequena cidade mineira para ir morar no meio da multidão da grande São Paulo? Ou trocaria os shoppings, restaurantes, praias e parques do Rio de Janeiro para o aconchego de uma cidade pequena bem ao sul do país? Elas aceitaram o desafio e mudaram de mala e cuia com toda a família para uma nova vida em outra cidade - tudo em prol das crianças. E, agora, contam para a gente qual o melhor lugar para se criar, educar e viver com os filhos.

A advogada mineira Eloísa Guimarães (37 anos) não aguentava mais a calmaria da pequena Lavras, em Minas Gerais. Quando a filha Ana Carolina completou sete anos, ela decidiu que era hora de enfrentar a grande São Paulo. "Fiz por nós duas. As oportunidades de emprego não estavam boas na minha cidade. Eu queria tentar um bom concurso público e não desejava que minha filha enfrentasse os mesmos desafios que eu quando ficasse maior", desabafa Eloísa.

Acho que todo ser humano tem dificuldades em lidar com mudanças e recomeço

Já a educadora física Viviane Tauil (30 anos), mãe de Camilla (9 anos), Rafaella (7 anos) e Gabriella (4 anos), há três anos abandonou a capital do Rio de Janeiro para ir morar numa cidadezinha do RS - Rosário do Sul. "No meu caso, não tivemos muita opção. Meu marido é oficial do Exército e precisava ser transferido. Escolhemos essa cidade por ser próxima da fronteira, o que em termos de salário significava um percentual a mais", revela Viviane.

Para as duas a decisão não foi nem um pouco fácil. "Foi muito duro imaginar o quanto minha vida e de minhas filhas mudaria. Pensar que tudo aquilo que mais gostava como família, shopping, restaurantes e todas as possibilidades de lazer se transformariam nas poucas opções de uma de cidade de apenas quarenta mil habitantes", relembra Viviane.

No caminho inverso, mas com o mesmo objetivo de melhorar de vida, a advogada Eloísa acredita: "Acho que todo ser humano tem dificuldades em lidar com mudanças e recomeço, mas eu não tinha outra saída. Só tomei a decisão porque meu instinto de mãe dizia que era preciso oferecer mais oportunidades à minha família e a mim mesma. E, somente uma cidade grande poderia atender nossas expectativas".





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