• Crédito: Getty Image
Terapias alternativas
Um Guia do Bem-Estar para equilibrar corpo e mente durante a gravidez
Por Luana Martins • 11/06/2009

Estar grávida traz ansiedades, medos e angústias. São inúmeras as transformações: a barriga e os seios crescem, vêm os enjoos seguidos das dores na coluna e o inchaço nas pernas. A libido se altera e a mulher pode sentir-se frágil e desprotegida. Para aliviar o estresse e garantir o bem-estar da gestante e seu bebê de forma natural e sem efeitos colaterais, uma mãozinha milenar: as terapias alternativas!

Para auxiliar você na busca pela saúde e equilíbrio, preparamos um Guia do Bem-Estar - dividido em duas partes - com os benefícios, cuidados e preços de variados tratamentos alternativos. Nesta primeira matéria serão abordadas as terapias: Yoga, Fitoterapia, Acupuntura, Hipnoterapia, Homeopatia e Shiatsu.

Lembre-se de conversar com seu médico antes de iniciar qualquer atividade. "Procure um local ou professor experiente em aulas específicas para gestantes", alerta Veena. Depois, é só relaxar e curtir esse momento único. "Namaste"!

a) Yoga

O que é: O Yoga nasceu na Índia há pelo menos cinco mil anos antes de Cristo. Seu nome provém do sânscrito que significa união. "Através de exercícios de concentração, respiratórios, posturais, de relaxamento e meditação, o Yoga visa o equilíbrio entre corpo e espírito, proporcionando maior estabilidade mental, aliviando o estresse e o mal-estar comuns da gestação", explica Cibeleh Semente Una, terapeuta especialista em yoga e massagem ayurvédica do Buddha Spa, em São Paulo.

Benefícios: O Yoga proporciona inúmeros benefícios físicos e emocionais à mulher durante e após a gestação. "Ele traz tranquilidade, mais elasticidade e tônus muscular à região pélvica (preparação para o parto) e previne dores lombares, já que ajusta a postura da gestante ao seu novo eixo de gravidade", enumera Cibeleh. "Além disso, os exercícios trabalham a região peitoral, ajudando na preparação dos seios para a amamentação, aliviando a prisão de ventre e os gases, melhorando a circulação sanguínea e linfática da gestante, promovendo autoconhecimento e uma maior consciência corporal", complementa Veena.

Até mesmo o pequeno sai ganhando. "Além de melhorar a oxigenação que chega até a criança, muitas posturas embalam o bebê, trazendo uma sensação de paz e aconchego, reforçada pelas endorfinas que recebe da mãe através do bem-estar gerado na execução dos exercícios", justifica a especialista.

Contraindicações e cuidados: "Ainda que os exercícios de meditação e respiração possam ser feitos em qualquer fase da gestação, as posturas só devem ser realizadas a partir do 3 mês de gestação (quando a gravidez está mais estável)", aconselha Cristina Balzano Guimarães, fisioterapeuta e professora de Yoga para gestantes da Casa Materna, em São Paulo.

Preço da sessão: A mensalidade custa em média R$230 (duas vezes por semana).

b) Fitoterapia

O que é: Tradição milenar de muitos povos, a fitoterapia recorre aos princípios ativos de plantas para a confecção de chás e comprimidos com propriedades terapêuticas.

Benefícios: Na gestação, as plantas oferecem uma poderosa solução para muitas transformações do período, como: náuseas, vômitos, azias, prisão de ventre, enxaquecas, estrias, inchaço, insônia e até mesmo o estresse. Um bom exemplo do poder das plantas é o chá de camomila, comumente usado para aliviar os enjôos do primeiro trimestre de gestação.

Contraindicações e cuidados: Algumas plantas oferecem riscos à gravidez. Por isso, consulte um fitoterapeuta antes da utilização de qualquer fitoterápico.

c) Acupuntura

O que é: Uma terapia chinesa que se utiliza de finas agulhas inseridas em determinados pontos do corpo (ricos em terminações nervosas) capazes de mandar informações ao cérebro e promover a cura e o equilíbrio entre corpo e mente.

Benefícios: Durante a gravidez, a mulher sofre com uma série de alterações fisiológicas e emocionais que interferem em seu bem-estar. "A acupuntura tem a função de melhorar sintomas como enjoos, vômitos, mudanças de humor, dores abdominais, lombares e em membros inferiores a fim de evitar o excesso no uso de medicamentos durante a gravidez e a depressão pós-parto", afirma Luciana Nagato, terapeuta especialista em acupuntura do Buddha Spa, em São Paulo.

Depois do parto, a acupuntura ajuda a reequilibrar a produção hormonal e indiretamente, beneficia o bebê. "Além de ajudar na amamentação através de um estímulo a produção de leite, ao diminuir os vômitos, a acupuntura preserva os nutrientes que vão da mãe para o bebê", acrescenta a especialista. A acupuntura também tem atuado no combate a doenças que podem levar a infertilidade como o hipotireoidismo.

Contraindicações e cuidados: Alguns estudos apontam que, dependendo da intensidade do estímulo, a acupuntura pode induzir a partos prematuros e abortos. "Sendo assim, recomendamos que a gestante evite a acupuntura em pontos inferiores do abdômen, lombar e interno das pernas", alerta Luciana.

Preço da sessão: As sessões custam em média R$122.





Os últimos comentários
         



Oferecido por:





veja mais