Por ser um inimigo invisível, o HPV é de difícil diagnóstico clínico. Alguns exames ajudam a identificar o quadro. São eles: o exame de Papanicolau (aponta alterações celulares induzidas pelo vírus), Colposcopia (evidencia lesões causadas pelo HPV) e biópsias de lesões suspeitas. Como até hoje a medicina não encontrou formas de destruir o vírus e curar a doença, "o tratamento consiste em destruir as lesões causadas por ele", afirma Edilson. Isso pode ser feito de diversas formas, dependendo da localização e gravidade das lesões. "Os métodos mais comuns para o tratamento da infecção são: eletrocauterização, cauterização química, medicamentosa, laser e cirurgia", aponta o especialista.
Em alguns casos, o próprio organismo é quem combate a infecção. "É o caso de algumas medicações que estimulam o sistema imunológico da mulher a eliminar o vírus", explica Flávia. A boa notícia é que o panorama costuma ser animador. "Aproximadamente 80% das mulheres infectadas pelo HPV eliminarão o vírus do corpo dentro de dois anos e apenas 20% terão conseqüências mais séria em razão dele", garante Edilson. No entanto, de nada adianta se cuidar se seu parceiro não anda fazendo o mesmo. "Quando o homem também se submete ao tratamento, os riscos de uma nova transmissão são muito menores", justifica Edilson.
Recentemente, foi descoberta nos Estados Unidos uma vacina capaz de prevenir a infecção do HPV. Contendo partes do próprio vírus, ela é capaz de induzir a formação de anticorpos contra o microrganismo. "São apenas três doses e é eficaz em mais de 80% das pessoas vacinadas", garante Edilson. No entanto, não existe evidência suficiente da eficácia da vacina contra o câncer de colo do útero. E quando descoberto durante a gestação, o HPV pode encontrar sérios obstáculos a seu tratamento. "As alterações hormonais da gravidez dificultam o tratamento", justifica Flávia. Por isso, melhor que remediar é prevenir a doença.
A melhor forma de fazê-lo é "mantendo relações sexuais com apenas um parceiro, vacinando-se e usando preservativo durante a relação sexual", afirma Edilson. Mas confiar cegamente na camisinha pode não render os resultados esperados. "O uso do preservativo diminui a possibilidade de transmissão na relação sexual, mas não a evita totalmente", alerta Flávia.
Por isso cuide-se, vacine-se e esteja em dia com seus exames ginecológicos. A saúde do seu bebê depende da sua!