Brechós infantis > Preços convidativos
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Por Carolina Mouta • 25/01/2010

Os que procuram grifes conhecidas não saem de mãos vazias. "Ralph Lauren, Puma e Tommy Hilfinger têm presença obrigatória nas araras e peças Armani, Dior e Kenzo também são bem frequentes por aqui", diz Vanessa. Tem gente que compra cada modelito... "Entra muita roupa linda, de marcas e locais diferentes, além de artigos importados, que as mães só teriam acesso viajando. Portanto, buscar em um brechó é uma boa dica para quem quer vestir seus filhos com artigos diferenciados", conta Jussara Griesang, do Era Meu Agora É Seu.

Os valores praticados nos brechós são tentadores. "Em geral os preços são aproximadamente 50% mais baratos, mas a variação é grande e o desconto pode chegar até 85%", conta Vanessa Fogel. Por isso, a secretária Larissa Castro vive buscando nas prateleiras peças interessantes para renovar o guarda-roupa de Ana Luiza, de cinco anos. "Conheci os brechós quando a Ana tinha dois anos. Até hoje compramos neles. Vale a pena porque ela perde tudo em questão de poucos meses. O que não serve mais nós doamos às crianças carentes", conta.

Esse troca-troca faz bem para quem vende, para quem compra e para o planeta. Mesmo sem querer, as lojas acabam levantando a bandeira do consumo consciente. "O segmento está em expansão pelo fato de estarmos num mundo onde é preciso reciclar. O que já não serve mais para seu bebê, pode ser útil para outro e assim por diante", diz Lilian Figueiredo, proprietária do Maria Chiquinha, que existe há dois anos. Lilian, como outras empresárias, atentaram para os proveitos do negócio quando sua própria prole começou a espichar.

Além de mães e pais, muitas avós também são clientes assíduas. "Elas gostam de montar um quarto para as crianças em suas casas", diz Monica Araripe, do Era Mais uma Vez, que está no mercado há sete anos. E classe social é algo que não tem a ver. Quem tem boa condição financeira troca fácil, fácil os shoppings pelos brechós. Isso porque essas lojas têm diferencial: ambiente acolhedor e promessa de longa amizade são os mais listados por quem costuma frequentá-las. "Temos uma característica que não abrimos mão: somos palpiteiras e sinceras. Pode mandar o papai fazer compras sozinho. Ele não vai voltar pra casa com um casaco de seis meses para um bebê que nasce em junho!", brinca Vanessa, do Adoleta.




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