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Mamãe Canguru
Você sabia que o sling fortalece relação entre mães e filhos? Confira alguns modelos
Por Redação • 15/12/2011

Aconchegar um filho nos braços é muito gostoso, mas quando se tem um montão de tarefas para fazer, ficar com as mãos ocupadas atrapalha a vida das mamães. Então, para manter o bebê sempre pertinho sem limitar os movimentos, muitas mulheres recorrem ao sling, um pano que funciona como uma rede para acomodar os filhos de maneira confortável e segura.

O sling pode comportar bebês de qualquer idade e traz muitos benefícios: “A posição barriga com barriga é igual à usada no Método Mamãe Canguru para prematuros. Ajuda também a regular a respiração e a temperatura e a acalmar o bebê, uma vez que ele sente como se estivesse na barriga da mãe novamente.”, explica Marília Mercer, idealizadora do “Baby Wearing Brasil”, associação que incentiva o uso do acessório.

As mães que usam o sling garantem que o vínculo entre elas e o filho fica mais forte. Quem carrega o bebê atende melhor às necessidades dele, pois consegue identificar melhor os tipos de choro. Sem contar que a criança que desfruta dessa “caminha” chora menos e tem menos cólica. “O carrinho é bem pouco utilizado quando a mãe possui sling, principalmente em locais como ruas esburacadas, metrô e ônibus”, avalia Marília.

Como alguns modelos de sling são presos aos ombros, a exemplo dos de argola e o pouch, a mãe deve revezar o apoio para evitar dores musculares.


Já o mei-tai e o wrap são usados nos dois ombros e são mais confortáveis. E Marília dá mais uma orientação: “Em todos os modelos não podemos deixar o tecido franzir ou ficar embolado no pescoço e nas costas. Mas se a dor persistir, mesmo usando direitinho, é melhor procurar um médico.”

A idealizadora da associação também aproveita para derrubar um mito: criança que vive em sling não fica viciada em colo. “O colo que você já daria sem o sling é o mesmo que você vai dar com ele. Só que de uma maneira mais prática e confortável”.

O Bolsa de Mulher montou uma galeria com os modelos mais comuns de sling. Marília explica que cada modelo de sling tem um tecido adequado. Os de argola, pouch e mei-tai geralmente são feitos de tecido de algodão e o wrap de malha. “Há ainda os de tecidos furadinhos e dry-fit para usar na água ou nos dias mais quentes”.

O uso do sling é bem antigo. Há até uma escultura egípcia que traz uma mulher com o bebê em um pano enquanto faz a colheita. Tribos indígenas também têm o costume de carregar os bebês junto ao corpo. “O sling de argola que é o mais recente e surgiu em 1981, pelas mãos de um pai havaiano chamado Rayne Garner. O pediatra americano Dr. Sears viu a invenção e a levou EUA. Foi esse médico que criou o termo babywearing, que é a prática de carregar o bebê junto ao corpo aproveitando todos os benefícios que isso traz”, explica.

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